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(Imagem retirada da internet)
Sinto a necessidade de parar. Já sentiram? Já acordaram e pensaram "bolas, eu preciso mesmo de parar". Como se tudo estivesse a passar a uma velocidade louca, como se tivessem que lidar com tantas coisas ao mesmo tempo e sentissem permanentemente a sensação de "vou quebrar, vou quebrar, vou quebrar se não parar!", mas não param, porque não podem. Não podem, simplesmente.
Sinto a necessidade de parar. Uns segundos, ficar sozinha num banco de um qualquer jardim, sentir o vento, pensar em tudo e pensar em nada. É disto que preciso.
E sinto mais. Sinto que destruo o que toco, que desiludo quem esperava algo de mim, quem esperava mais, quem me considerava capaz de atitudes melhores.
O que fazer? O que fazer quando deixamos de acreditar, quando deixamos de acreditar que acreditávamos? Em nós! Falo na crença própria.
Tenho aquela sensação de quem sai de uma montanha-russa, depois de tantos altos e baixos, curvas apertadas e loppings estonteantes, mas falta-me a adrenalina, falta-me sentir as pernas a tremer e a certeza duvidosa de que, se calhar, quero lá voltar.
E coerência, também me falta coerência.
Vou parar, de qualquer forma. Seja a bem ou a mal, hei-de parar... porque "ser de ferro" é a outra característica que me falta.